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SAÚDE

Pesquisa mostra preocupação com saúde de adolescentes.

Por A Tribuna - EDIÇÃO DIGITAL, Terça-feira - 31 de Março de 2020

Levantamento, feito com 3.305 adolescentes entre 13 e 17 anos, mostrou que, enquanto 42,1% das meninas frequentam o ginecologista, apenas 3,5% dos garotos vão ao urologista.

 

Uma pesquisa divulgada pela Sociedade Brasileira de Urologia apresentou resultados preocupantes e deixou clara a necessidade de adolescentes do sexo masculino terem outra postura em relação ao atendimento médico. Os benefícios disso? Prevenir doenças e garantir o início de uma vida sexual mais saudável.

 

O levantamento, feito com 3.305 adolescentes entre 13 e 17 anos, mostrou que, enquanto 42,1% das meninas frequentam o ginecologista, apenas 3,5% dos garotos vão ao urologista.

 

“A adolescência é um momento de dúvida, até com o próprio corpo. Tirá-las com um profissional médico pode fazer o jovem se sentir mais à vontade”, afirma o urologista Alfredo Félix Canalini, secretário-geral da Sociedade Brasileira de Urologia.

 

Ele alerta que, além da necessidade médica, incentivar a ida dos meninos ao urologista pode ser o pontapé inicial para uma mudança cultural. As mulheres, afirma Canalini, têm o hábito de iniciar as consultas periódicas no ginecologista assim que entram na adolescência. “Essa postura é, de fato, um fator que impacta na expectativa de vida, que é maior entre elas”.

 

 

Mudança Cultural

 

De acordo com o também médico urologista Fábio Atz Guino, na maioria das vezes, os meninos só chegam ao urologista encaminhados, devido a algum problema. Mudar a cultura e fazê-los encarar as consultas como preventivas pode evitar doenças como varicocele, principal causa de infertilidade masculina. Além dela, tumores testiculares, inflamação na glande do pênis e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) podem ser diagnosticadas precocemente.

 

“É possível, também, ter uma conversa mais franca com os meninos, que geralmente são mais retraídos para falar sobre sexualidade”, considera Guino.

 

A advogada Michelle Luís Santos tem dois filhos: uma menina de 9 anos e um garoto de 14. E ela confessa que não sabia da necessidade de levar o filho tão cedo ao urologista. “A gente acaba associando a ida a esse especialista a homens um pouco mais velhos”, explica.

 

Para ela, a menstruação serve como um marco para iniciar as consultas das meninas no ginecologista. “Mas, no caso dos meninos, ficamos na dúvida. É importante nos informarmos e debatermos essa questão. Talvez eles cresçam mais atentos à saúde”.

 

Fora isso, Canalini explica que orientações simples podem fazer a diferença na vida dos garotos. “É importante falar sobre a higiene da genitália e como fazer a limpeza adequada para evitar, inclusive, um câncer de pênis”, detalha o especialista.

 

 

Consultas são o caminho para tirar dúvidas e ter orientação

 

Quando pensamos na puberdade como um período em que o menino se desenvolve física e mentalmente, levando-o ao amadurecimento e ao aparecimento de características sexuais, como pelos, massa muscular, crescimento dos genitais externos e capacidade de gerar um filho, a importância de orientá-los fica ainda mais evidente.

 

“Durante essa transformação, o urologista pode orientar e identificar se existe alguma anormalidade física ou psíquica que possa interferir na vida adulta”, afirma Marco Aurélio Lipay, doutor em Cirurgia Urológica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

 

O urologista, detalha ele, pode esclarecer dúvidas quanto a libido (desejo sexual), ereções, ejaculação precoce – se houver –, risco de gestações indesejadas ou mesmo de contrair as infecções sexualmente transmissíveis. E também sobre a importância do uso de preservativos.

 

“Podemos orientar o menino que ele deve conversar com seus pais e namoradas ou namorados sobre o tema, quebrando tabus sobre sexo. Orientar que, se houver uma relação sexual sem uso de preservativo e houver dúvida sobre o contágio de ISTs, deverá procurar auxílio médico imediato, visando testes rápidos e tratamento específico, se necessário”.

 

Um paciente bem orientado vai multiplicar essas informações no seu grupo de amizades e fortalecer sua confiança, evitando problemas futuros de disfunção sexual, gestação e doenças que possam mudar o curso de sua vida

 

 

Dr Marco Lipay

Doutor em Cirurgia (Urologia) pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo)

Titular em Urologia pela Sociedade Brasileira de Urologia

Membro Correspondente da Associação Americana de Urologia

Autor do Livro Genética Oncológica Aplicada a Urologia

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A TRIBUNA

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Doutor em Cirurgia - Urologia - pela Universidade Federal de São Paulo

Titular em Urologia pela Sociedade Brasileira de Urologia

Residência em Urol. pelo Instituto de Urol. e Nefrologia de SJRPA

Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Catanduva

Autor do Livro Genética Oncológica Aplicada a Urologia

Membro Correspondente da Associação Americana de Urologia

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