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Videolaparoscopia

Uma técnica avançada que revolucionou o tratamento de diversas condições urológicas.

Por Marco Lipay

A videolaparoscopia é uma técnica minimamente invasiva que também pode ser utilizada para o tratamento de tumores renais e suprarrenais. Essa abordagem tem se tornado cada vez mais comum devido às suas vantagens em relação à cirurgia aberta tradicional, como menor trauma aos tecidos, menor perda de sangue, menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida.

No caso dos tumores renais, a videolaparoscopia pode ser utilizada para realizar a nefrectomia parcial ou total, dependendo do tamanho, localização e características do tumor. A nefrectomia parcial envolve a remoção apenas da parte afetada do rim, preservando o máximo possível de tecido renal saudável. Já a nefrectomia total é a remoção completa do rim afetado.

Durante o procedimento de videolaparoscopia para tumores renais, pequenas incisões são feitas no abdômen para a inserção dos trocartes, permitindo o acesso dos instrumentos cirúrgicos e do laparoscópio. O laparoscópio é inserido através de uma dessas incisões, fornecendo uma visão clara do interior da cavidade abdominal.

Com o auxílio do laparoscópio, o urologista realiza a dissecação e remoção do tumor renal, garantindo uma margem de segurança adequada para evitar a disseminação de células cancerígenas. Os vasos sanguíneos e as estruturas adjacentes também podem ser cuidadosamente preservados durante o procedimento.

No caso de tumores suprarrenais, a videolaparoscopia é utilizada para a adrenalectomia, que é a remoção cirúrgica da glândula suprarrenal afetada. A técnica é semelhante à descrita para tumores renais, com a inserção do laparoscópio e dos instrumentos cirúrgicos através de pequenas incisões no abdômen.

A videolaparoscopia permite ao cirurgião uma visualização clara do tumor suprarrenal e suas estruturas vizinhas, permitindo a realização da remoção precisa do tumor com o mínimo de trauma aos tecidos circundantes.

Após a conclusão do procedimento, as incisões são fechadas e os pacientes geralmente experimentam um tempo de recuperação mais curto em comparação com a cirurgia aberta tradicional. A dor pós-operatória é geralmente mínima e os pacientes podem retornar às atividades normais mais rapidamente.

É importante ressaltar que nem todos os tumores renais e suprarrenais são adequados para a videolaparoscopia, e algumas condições específicas podem exigir uma abordagem cirúrgica aberta mais tradicional. A escolha do tipo de procedimento depende das características do tumor, da experiência do cirurgião e dos recursos disponíveis.

Em resumo, a videolaparoscopia é uma técnica minimamente invasiva que pode ser utilizada para o tratamento de tumores renais e suprarrenais. Ela oferece benefícios significativos em termos de menor trauma, recuperação mais rápida e menor dor pós-operatória.

Dr. Marco Lipay

  • Cremesp 73891- CRM 73.891 | RQE 33972
  • Doutor em Cirurgia (Urologia) pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo)
  • Titular em Urologia pela Sociedade Brasileira de Urologia
  • Membro Correspondente da Associação Americana de Urologia
  • Autor do Livro Genética Oncológica Aplicada a Urologia

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